¹Por definição, a vegetação secundária é resultante do processo de regeneração natural sem qualquer tipo de intervenção antrópica após algum tipo de corte raso, queimada ou uso para agricultura ou pastagem. Desde 2023 o Observatório começou a adotar o termo “vegetação secundária” no lugar de “regeneração natural”.
O Observatório da Restauração foi criado em 2021 com o objetivo de avaliar e retratar a evolução das iniciativas de restauração, bem como reconhecer o trabalho essencial realizado por organizações e pessoas no campo (produtores rurais, proprietários de terra, comunidades indígenas e tradicionais) em prol da sustentabilidade e combate às mudanças climáticas no Brasil.
A plataforma centraliza dados e informações sobre as diversas iniciativas de restauração em andamento no Brasil – originadas a partir de empresas, academia, governos e sociedade civil organizada – incluindo dados de vegetação secundária¹ que são gerados por importantes centros de referência no mapeamento de uso e ocupação do solo brasileiro.
Para além de reconhecer os esforços de restauração, o Observatório dedica-se também a incentivar, capacitar e promover a colaboração entre os movimentos coletivos da sociedade civil organizada que trabalham incansavelmente em parceria com atores locais para promover o desenvolvimento sustentável, conservação e restauração dos ecossistemas naturais do Brasil. O Observatório tem como objetivo estabelecer uma estrutura de governança de dados que destaque esses esforços e atores como protagonistas da restauração e do seu monitoramento em escala nacional.
Os movimentos coletivos para conservação e restauração dos biomas brasileiros, são iniciativas interinstitucional e multissetorial, lideradas por grupos de pessoas, organizações não governamentais, instituições de pesquisa e outros atores da sociedade civil, que têm como objetivo articular e integrar atores interessados na restauração dos biomas do Brasil, induzindo ações e resultados em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos. O Observatório colabora estreitamente com esses coletivos, visando impulsionar e fortalecer o monitoramento da restauração em escala nacional, fomentando e facilitando a implementação de uma governança nacional para coleta, compartilhamento, análise e apresentação de dados e informações sobre a evolução das iniciativas de restauração no Brasil.
Atualmente, temos esses coletivos ativos no Brasil: Articulação pela Restauração do Cerrado (ARATICUM), Aliança pela Restauração na Amazônia (Aliança) e o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica (Pacto); Rede Sul de Restauração Ecológica (Rede Sul); Pacto Pela Restauração do Pantanal; Rede pela Restauração da Caatinga. Dois desses coletivos possuem suas próprias plataformas de monitoramento da restauração, integradas ao Observatório. A Rede Sul, Rede pela Caatinga, Pacto pelo Pantanal e Aliança, embora ainda não possuam uma plataforma de monitoramento estabelecida, estão interligados ao Observatório via Banco de Dados integrado e por reuniões de articulação.” lideradas pelo Observatório.
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O Grupo Gestor é composto pelas instituições que desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento da plataforma do Observatório, juntamente com os líderes da Força Tarefa de Restauração da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura (para saber mais sobre a FT acesse aqui).
Esse grupo é responsável pela coordenação geral do Observatório e lida com diversos temas como estabelecimento de parcerias, definição de estratégias de divulgação, atualização e validação de dados, bem como a manutenção da plataforma.
As ações do Grupo Gestor estão sempre alinhadas com as diretrizes estratégicas da Coalizão Brasil.
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O Grupo Técnico é composto pelo Grupo Gestor e por organizações com os quais o Observatório estabeleceu parcerias, e tem como objetivo solucionar questões técnicas relacionadas à plataforma. Isso inclui a definição de critérios para a estruturação do fluxo de governança de dados, qualificação, revisão e apresentação de informações, visando tornar nossos dados cada vez mais robustos e confiáveis. Além disso, o grupo é responsável por apoiar a integração do Observatório a outras plataformas e bases de dados regionais, nacionais e globais dos parceiros do Observatório. O grupo tem como atividade também subsidiar discussões para fins acadêmicos.
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